Criada em 1970 por Mauricio de Sousa, a descolada Tina já teve muitas faces e encantou várias gerações. Em #XôFakeNews, que chega às livrarias com ilustrações de Mauricio e texto em prosa da escritora e educomunicadora Januária Cristina Alves, a personagem, agora formada em jornalismo, precisa lidar com os grandes desafios da era digital. Indignada com as mentiras que circulam tão rapidamente pela internet, ela decide investir na carreira de influenciadora e desenvolver uma página para combater a desinformação.

Quando surge então a oportunidade de visitar a escola de Mônica, Magali, Cebola e Cascão para dar uma palestra, Tina não hesita. Lá, diante de uma plateia diversificada, lança um debate sobre as diferenças entre informação, notícia e opinião, sobre os perigos das fake news, sobre liberdade de expressão e outras questões urgentes. Por fim, convida os alunos – e também os leitores – a refletirem sobre as consequências de suas atividades no ambiente digital.

#XôFakeNews foi criado para falar ao público jovem sobre um dos assuntos mais relevantes do momento: a difusão massiva de desinformação, tratada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “infodemia”. E faz isso de forma leve e divertida, reunindo Tina, Rolo, Pipa, Mônica e sua turma em uma narrativa recheada de boas surpresas. A história conta ainda com a participação da influencer Camila Coutinho, que dá dicas a Tina sobre como trabalhar com as redes sociais.

“Junte-se a nós nessa luta constante contra as fake news”, convoca Mauricio de Sousa em texto de apresentação do livro. “Porque informação boa é aquela apurada, checada, baseada em pesquisas sérias. Prefira sempre os fatos; e não os boatos.” #XôFakeNews traz prefácio assinado por Michael Klaus, coordenador de Comunicação do UNICEF no Brasil, e texto de orelha de Laura Mattos, jornalista da Folha de S.Paulo. O lançamento é da Nova Fronteira com a Mauricio de Sousa Editora.

 

 

Mauricio de Sousa nasceu em 27 de outubro de 1935, numa família de poetas e contadores de histórias, em Santa Isabel, no interior de São Paulo. Ainda criança, mudou-se para Mogi das Cruzes, onde descobriu sua paixão pelo desenho e começou a criar os primeiros personagens. Com 19 anos, foi para São Paulo tentar trabalhar como ilustrador na Folha da Manhã (hoje Folha de S.Paulo). Conseguiu apenas uma vaga de repórter policial. Em 1959, trocou o jornalismo pelos quadrinhos, mas sempre mantendo o foco de transmitir sentimentos verdadeiros em suas histórias. Ele publicou sua primeira tira diária, com as aventuras do garoto Franjinha e do seu cãozinho Bidu. As tiras de Mauricio de Sousa espalharam-se por jornais de todo o país, levando-o a montar um estúdio que hoje dá vida a mais de quatrocentos personagens. Em 1970, lançou a revista Mônica e, em 1971, recebeu o mais importante prêmio do mundo dos quadrinhos, o troféu Yellow Kid, em Luca, na Itália. Seguindo o sucesso de Mônica, outros personagens também ganharam suas próprias revistas, que já passaram pelas editoras Abril e Globo e hoje estão na Panini. Dos quadrinhos, eles foram para o teatro, o cinema, a televisão, a internet, parques temáticos e até exposições de arte.

Januária Cristina Alves é mestre em Comunicação Social pela ECA/USP, jornalista, educomunicadora e autora de mais de sessenta li­vros infantis e juvenis, sendo dois deles vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura Brasileira. Januária recebeu ainda o Prêmio Vladimir Her­zog de Direitos humanos, em 1990, e o Prêmio Abril de Jornalismo, em 1995. É membro da Associação Brasileira de pesquisadores e Profissionais em Educomunicação – ABPEducom e da Mil Alliance, a Aliança Global para Parcerias em Alfabetização Midiática e Informacional da Unesco. Também é colunista do Nexo Jornal e colaboradora do Redes Cordiais, uma organização de educação midiática que capacita para o combate à desinformação. Além de escrever, realiza palestras e oficinas para educadores, crianças e jovens sobre Educação Literária, Alfabetização Midiática e Storytelling.

 

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