Personagem

Lady Death é uma personagemdiva” das histórias em quadrinhos criada por Brian Pulido e Steven Hughes. Sua primeira aparição se deu na publicação Evil Ernie # 1, pela editora Eternity Comics em Dezembro de 1991. A personagem reapareceu então na mini-série Evil Ernie: The Resurrection publicada por Pulido na sua falecida editora Chaos! Comics no ano de 1993. Após um hiato de 3 anos, a Avatar Press anunciou que poderia vir a criar uma nova compania chamada “Boundless” para publicar as origens da personagem, isso em idos de 2010. A personagem também foi o foco de uma animação em longa metragem lançada em julho de 2004 pela produtora ADV Films. Encarnações da personagem foram ilustradas por artistas tais como Steven Hughes, Mike Deodato Jr.,  Romano Melnaar e Ivan Reis. Brian Pulido detém os direitos e propriedade legal  de seus personagens, tendo optado por publicá-los por meio do licenciamento de diversas companhias independentes, tal como a Avatar Press. Vale a menção de que a personagem já foi “retratada” por uma série de famosos artistas de “fantasia“, tais como Dorian Cleavenger, Geral Brom, Joe Jusko, Boris Vallejo e sua esposa, Julie Bell.

A personagem permanece como sendo um dos melhores exemplos de “bad girls” (porcamente traduzido como “garotas malvadas“) nos títulos  publicados aos cântaros na indústria de quadrinhos dos Estados Unidos a década de 1990. As primeiras edições de Lady Death foram escritas por Brian Pulido e contavam com a arte de Steven Hughes. Originalmente a personagem foi concebida como uma violenta anti-heroína, porém, interações subsequentes modificaram o seu tom, denotando os aspectos mais controversos da mesma. De início a personagem era extremamente popular e vendeu fortemente, sendo, de acordo com Brian Pulido, Agosto de 1995 o mês de maior sucesso da personagem, tendo vendido aproximadamente USD 980.000 (ao câmbio de hoje, algo em torno de R$ 2,5 milhões) em produtos relacionados a mesma. No entanto, as vendas caíram significativamente durante a outra metade da década devido a mudanças maiores na indústria de histórias em quadrinhos. No meio de 2001, era óbvio aos observadores da indústria que a Chaos! Comics passava por uma severa crise financeira.

Em agosto de 2002, a Chaos! Comics decretou falência e os direitos de propriedade intelectual da Lady Death foram vendidos a CrossGen Entertainment. Brian Pulido continuou seu trabalho com a Lady Death para a CrossGen, criando uma nova série chamada “Medieval Lady Death” e que foi lançada em Fevereiro de 2003. Essa “versão” da Lady Death fez mudanças substanciais a personagem em uma tentativa de capturar um pouco mais do público em geral. Apesar do título apresentar um volume de vendas razoável, a CrossGen Entertainment começou a passar dificuldades financeiras e, também, declarou falência em Tampa, Florida em 18 de Junho de 2004. Novamente durante os procedimentos de falência, os direitos da personagem foram uma vez mais vendidos, dessa vez para a Avatar Press. As demais propriedades da finada Chaos! Comics foram vendidas para a empresa Tales of Wonder (algo como “Contos de Fantasia“).

Em 2004, uma animação em longa metragem baseada na versão original da personagem foi lançada, sendo produzida pela ADV Films, sendo apresentada ao público na San Diego Comic-Con em 23 de Julho de 2004. O filme recebeu análises horrorosas da crítica e não se concretizou como um grande sucesso financeiro. Em Julho de 2005 a Avatar Press revelou uma nova versão da personagem, bem como a continuidade das publicações independentes das versões Medieval e Clássica. Brian Pulido seguiu escrevendo ambas as séries, as quais tiveram sua arte feita por diversos artistas da Avatar Press, incluindo Juan Jose Ryp, Daniel HDR, Richard Ortiz, Ron Adrian, Di Amorin e Gabriel Guzman. Em Abril de 2010 a Avatar Press anunciou que iria criar uma nova companhia chamada Boundless para que as origens da personagem fosse publicadas ainda naquele ano (sendo os responsáveis Brian Pulido e Mike Wolfer). A personagem também arrebatou a trigésima nona (39) posição entre as “100 mulheres mais sexy dos quadrinhos” no ranking feito pela revistaComic Buyer’s Guide“.

A primeira Lady Death

A Lady Death foi originada como uma vilã sexy e violenta que foi percebida como uma alucinação pelo garoto Enest Fairchild. Ela prometeu “amar Ernie para sempre“, um amor que ele nunca teve, em troca de sua lealdade. Essa “lealdade” seria matar a todos na Terra. No início ela não tinha um real propósito ou história pessoal, exceto ser o “colírio” das histórias desenhadas por Craig Caimi em 1998, e ela era vista apenas como uma mulher maldosa e sádica que dava a Ernie estímulo para seguir matando. Conforme a história ia progredindo, a Lady Death desvincilhou-se da posição de “namorada” do maldoso Ernie e começou a trilhar a sua própria história. Com essa mudança, sua personalidade alterou-se drasticamente de uma vilã sexy para uma heroína.

Lady Death “clássica”

O cenário para os quadrinhos da Lady Death era a Suécia Medieval. A mulher que se tornou a Lady Death nasceu como uma mortal chamada Hope (Esperança). Seu pai era um nobre local chamado Matthias que obrigatoriamente recrutava camponeses para o serviço militar como pagamento as taxas feudais. A natureza exata da guerra a qual Matthias estava travando nunca foi especificada, embora existam indícios nas atuais revisões feitas da personagem, que dão a entender que possam ter se tratado das Cruzadas Bálticas. Desconhecido por sua inocente filha, Matthias escondia um segredo sombrio. Apesar de congratulado pela Igreja por seus trabalhos contra os pagãos, ele sempre foi desprezado pela população por ser um cruel tirano. Matthias aparentemente era um homem piedoso, mas secretamente interessava-se por magia negra e demonologia. Ele na verdade era um descendente dos “Anjos Caídos” que lideraram uma rebelião contra Deus. Em total contraste a isso, a mãe de Hope era uma mulher tão pura e inocente que sua árvore genealógica chegava ao Paraíso. A mãe veio a falecer nos anos finais da adolescência de Hope, sendo seu destino ser criada apenas por seu pai.

Eventualmente, a crueldade de Matthias desencadeou a revolta dos camponeses. Matthias escapou por pouco da morte pelas mãos dos camponeses ao invocar um demônio, porém, Hope foi capturada pelos rebeldes e acusada de bruxaria. Confrontando a iminente possibilidade de ser executada na fogueira, Hope pronunciou um encantamento que uma vez ouvira ser proferido por seu pai. O encantamento invocou um demônio que lhe ofereceu uma barganha – ele a salvaria da morte desde que ela renunciasse a sua humanidade e servisse aos poderes do Inferno. Hope aceitou a barganha e foi imediatamente transportada aos reinos infernais. Uma vez no inferno ela acabou se envolvendo em uma guerra civil entre Lúcifer e um exército de demônios renegados liderados por um poderoso feiticeiro. Hope ficou devastada ao saber que o ambicioso feiticeiro desafiando Lúcifer pelo controle do Inferno era, na verdade, o seu próprio pai.

Gradualmente corrompida pela natureza do meio no qual vivia, Hope foi tentada pelo mal. Ela acabou por aliar-se a um artesão exilado o qual forjava armas para os exércitos infernais. Enquanto falava com ele, ela declarou que a mulher inocente que uma vez ela fora havia morrido e que, doravante, ela gostaria de ser conhecida apenas como Lady Death. Em sua nova persona, Lady Death liderou um levante contra os Senhores do Inferno. Durante a batalha final, Lúcifer almadiçoou Lady Death para que ela nunca voltasse a Terra enquanto so vivos caminhassem. Lady Death jurou por meio de uma praga que ela iria contornar a maldição de Lúcifer ao exterminar toda a população da Terra. Lady Death finalmente conseguiu livrar-se do controle de Lúcifer lançando-o pelo Portal do Paraíso (um lugar por onde o mal não pode passar) e, ao fazer isso, tornou-se a nova governante do Inferno. Muitos dos viventes do Inferno acreditam que a ascensão de Lady Death marca o início de uma era de julgamento – a batalha final entre o bem e o mal pelo destino da Terra.

Lady Death “clássica” na Avatar Press

Desde 2005 a Avatar Press vem publicando os títulos referentes a Lady Death. Uma vez que eles são os únicos a terem os direitos sobre a Lady Death (sem o restante dos demais personagens da Chaos! Comics que estavam ligados a história original da personagem), a mesma ganhou uma nova história sobre a sua origem, com diferenças notáveis quando comparada a história que foi contada originalmente pela Chaos! Comics. Nessa nova versão, Hope é filha de Mary e Marius. Marius é um cruzado que vem travando intermináveis campanhas contra os pagãos, sempre retornando apenas com os mais leais de seus soldados, enquanto os camponeses sempre eram assassinados. Isto enfurecia os sobreviventes. Hope, percebendo as mudanças em seu pai e que ele não era mais o homem que um dia foi, seguiu-o até as masmorras, com sua mãe a acompanhando de perto. O povo da cidade enquanto isso arrombou os portões e invandiu seu castelo em busca de vingança. Hope descobre então que seu pai vem invocando fantasmas obscuros e sacrificando a alma de inúmeros camponeses em troca de um reino chamado “O Labirinto“. Essas aparições – ou fantasmas – referiam-se ao seu pai como “Sagos“.

Sagos agarra Mary, revelando que ele possuia o corpo de Marius, e eles desaparecem por meio de um portal, deixando Hope para trás. Enganados com sua “vingança“, os aldeões decidem queimar Hope em uma fogueira como uma bruxa. Não querendo morrer, Hope profere um encanto o qual já ouvira de seu pai, o qual invoca as aparições/fantasmas. As aparições/fantasmas concordam em transportá-la por meio do portal, com a condição de que ela deveria sacrificar sua humanidade e entregar a sua alma ao Labirinto. Hope atravessa o portal e, durante esse processo, sua pele e cabelos se tornam albinos (a marca daqueles que voluntariamente optaram por cruzar o portal) e encontra-se novamente em Backlands. ela encontra Wargoth, o qual observa o seu descontrolado e instintivo uso de magia, e concorda em ajudá-la a destruir Sagos e resgatar sua mãe. Ele recruta a feiticeira Satasha para ensinar Hope a utilizar encantos. Wargoth também esina a ela como lutar, mas toda arma que ela empunhava derretia em suas mãos devido a sua energia descontrolada.

Durante os próximos dois anos, Lady Death e seus companheiros lutaram pelas Backlands, buscando por SagosEnquanto isso o exército de mortos-vivos de Sagos seguiu destruindo e convertendo as cidades de Backlands. Eventualmente, Lady Death e seus companheiros conseguiram rastrear Sagos até o templo de Karrion, onde ela encontra Sagos prendendo sua mãe em correntes. Sagos os derrota facilmente e faz com que o templo desmorone ao redor deles. Lady Death consegue se livrar dos escombros e é atacada por incontáveis lobos, matando a todos, execeto dois. Esses dois lobos se tornam seus companheiros. Na cidade de Asuwa, Lady Death recobra sua espada Deathbringer, a qual foi especialmente forjada para ela por Satasha e pelo Silencioso. Deathbringer é capaz de suportar a energia de Lady Death sem ser destruída e permite a ela canalizar sua magia por meio dela. Lady Death então se banha no rio Fanghorn, o qual transmite o conhecimento sobre magia dos elementais aqueles que sobrevivem a essa experiência. Por fim, Lady Death utiliza esse poder para salvar a cidade natal de Satasha da destruição, mas logo toma conhecimento de que Sagos planeja não só conquistar as Backlands, mas livrar-se de toda forma de vida –  e ele realmente possui os meios necessários para lograr o seu intento.

Depois de toda essa história gigantesca, vamos – finalmente – aos peitões, digo, review

FonteWikipedia

Detalhes da Peça

Embalagem: Como de praxe nas embalagens de estátuas produzidas pela Sideshow Collectibles, essa não poderia fugir a regra, sendo composta por uma embalagem de papelão, com arte temática de acordo com o personagem. A arte da caixa mistura fotos reais da peça com imagens desenhadas; na parte frontal temos fotos reais da estátua com o logotipo estilizado da personagem, na parte traseira temos fotos reais da estátua e uma revoada de morcegos criados digitalmente (ninguém iria utilizar morcegos como modelos reais…) e na lateral é possível vermos a ilustração de crânios empalados e novamente a presença do logotipo estilizado da personagem. A caixa, ao contrário da tendência de diminuição de embalagens da Sideshow Collectibles, segue em um tamanho exagerado – mesmo apresentando o esquema de “sanduíche” para  otimizar a utilização do espaço. As peças vem embaladas individualmente em pequenos sacos plásticos, sendo depois as partes encaixadas no isopor, propiciando a proteção adequada para o material da estátua (resina cold-cast).  Sem sombra de dúvida essa embalagem vai entrar para o “hall” das maiores caixas de Premium Formatlançadas

Escultura: A escultura desta Premium Format é muito detalhada. O tamanho da estátua impressiona e o corpo da personagem está esculturalrepleto de curvas, seios fartos e a tradicionalbunda chapada” que os americanosestadounidenses – tanto gostam. Especial atenção foi dada as enormes madeixas que compõem a vasta cabelereira de Lady Death. Interessante também foi o trabalho realizado nas botas, luvas e outras partes que simulam couro do uniforme da personagem que, ao invés de serem confeccionadas em tecido, foram esculpidos diretamente sobre a estátua e apresentam um acabamento que “engana” a primeira vista, dando a falsa impressão de serem feitas em tecido. A base surpreende pela quantidade de itens que são agregados a mesmaestacas e uma porção considerável de crânios empalados enfeitam a base rochosa.

Pintura: Assim como todas as demais estátuas da Sideshow Collectibles, a figura foi pintada a mão. Confesso que a Sideshow Collectibles teria que se esforçar muito para “estragar” a pintura dessa peça, uma vez que a personagem é monocromática e também não possui íris e pupilas, evitando os famososestrabismos” encontrados em outras peças. O rosto está impecável e temos, como pontos de destaque, as armasfoice e espada – além da base. Um trabalho executado “na medida“.

Articulações: Não possui.

Acessórios: A figura não acompanha acessórios.

Roupa/Vestimenta: O grande “ponto forte” da peça em minha humilde opinião. Misturando os elementos esculpidos que imitam couro e que tanto agradam aos fetichistasbotas de cano alto, luvas, biquini e afins – temos ainda a presença da capa em tecido que é uma mistura de “Chapeuzinho Vermelho” com “Conde Drácula“. A capa, além de possuir um capuz que fica escondido embaixo dos vastos cabelos, possui também uma armação interna em metal que permite dar “movimento” a mesma. Os detalhes na vestimenta também foram levados em consideração, como a pequena caveira que serve como “prendedor” da capa junto ao pescoço da estátua, além dos brincos e outros pequenos adornos nas botas e biquíni, com pequenas caveiras douradas.

Ano de Lançamento e Fabricante: 2013, Sideshow Collectibles.

Quantidade de peças produzidas: 750 (versão exclusive, a qual acompanha segundo braço segurando uma ampulheta) e 1.500 (versão regular).

Dimensões: 54,61 cm (H) x 24,13 cm (P) x 38,10 cm (D); 5,9 Kg.

Escala: 1/4.

Valor: na data de lançamento o valor da peça era de USD 349,99, porém, atualmente você consegue encontrar a mesma entre USD 350,00 e USD 600,00.

Onde Comprar:  a figura utilizada nesse review foi adquirida em nossa loja parceira, a Toyshop Brasil.

Considerações Finais

Uma personagem talvez pouco conhecida em terras tupiniquins, mas com um enorme apelodark” e extrema sensualidade. Salvo alguns pequenos “erros” na peça (ex: uma leve folga na foice que deixa ela meio “bamba“), a figura é perfeita. Retratando com exatidão o contraste entre beleza e morte, é uma peça sensacional para qualquer colecionador do tema “terror” ou mesmo de “bad girlsextremamente, hum, apetecíveis (OK, gostosas). Quem aqui não gostaria de que ela lhe jurasseamor eterno” contra meia dúzia de assassinatos (um tanto quanto similar ao comportamento das Succubus)? Mais do que recomendada!

Galeria de Imagens

 

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