Personagem

Godzilla (Gojira – nome original de Godzilla no Japão – é um amálgama das palavras japonesasGorira” – Gorila – e “Kujira” – Baleia – o que é adequado porque no estágio de planejamento, Godzilla foi descrito como “um cruzamento entre um gorila e uma baleia” em alusão a seu tamanho, força e origem aquática) é um monstro gigante — um daikaijū — que apareceu inicialmente em filmes japoneses de ficção científica terror. Foi visto pela primeira vez em 1954 no filme “Gojira“, produzido pela Toho Film Company Limited. Até o momento a Toho produziu 28 filmes sobre Godzilla. Em quase todos os filmes era interpretado por um ator fantasiado (suitmation), mas nos mais recentes passou a ser retratado por CGI. Em 1998, a TriStar Pictures produziu uma nova versão situada na cidade de Nova Iorque, com o monstro redesenhado e chamado de Zilla. Em 2014, numa co-produção da Legendary Pictures e da Warner Bros. Pictures, fez sua mais recente aparição nos cinemas, novamente com o nome de Godzilla. Este filme foi distribuído pela Warner Bros. Pictures em todo o mundo, menos no Japão, onde foi distribuído pela Toho Film Company.

Godzilla é uma criação do produtor Tomoyuki Tanaka, do diretor Ishirō Honda, do mago dos efeitos Eiji Tsuburaya — que mais tarde viria a ser o pai da família Ultra — e do compositor Akira Ifukube. Godzilla é a personificação do medo das armas nucleares. Criado por uma explosão nuclear, seu imenso tamanho, força, terror e destruição evocam a fúria das bombas atômicas lançadas em Hiroshima Nagasaki. No decorrer da série o grande monstro se desenvolveu como um personagem com características ora de um vilão, ora de um herói, frequentemente salvando Tóquio, e posteriormente outras cidades, de invasões de outros daikaijū e de alienígenas, embora no processo ele destrua grande parte dessas cidades.

Para muitas pessoas em todo o mundo, Godzilla é um aspecto característico da cultura popular japonesa. Ele ainda é um dos monstros mais reconhecidos no mundo, apesar da sua popularidade ter enfraquecido ao longo dos anos. Godzilla remanesce como uma importante faceta dos filmes japoneses, incorporando o “kaijū“, ou monstro gigante, no gênero tokusatsu, ou filme de efeitos especiais gênero que provavelmente inaugurou com seus primeiros longa-metragens.

Nos filmes japoneses, Godzilla é retratado como algum tipo de dinossauro gigante com escamas cinzas e ásperas, um poderoso rabo e várias placas ósseas dorsais. Sua origem varia de um filme para o outro, mas é quase sempre descrito como uma criatura pré-histórica e seus primeiros ataques ao Japão têm ligações com o início da Era Atômica. Em particular, a mutação causada por radiação atômica — a fúria liberada pelo homem dividindo os átomos — é apresentada como uma explicação para seu grande tamanho e poderes estranhos. A aparência de Godzilla foi inspirada em várias espécies de répteis dinossauros. Especificamente, apesar de seu porte ereto, tem o corpo de um tiranossauro, os longos braços de um iguanodonte, as placas ósseas dorsais de um estegossauro e a cauda de um crocodiliano.

Godzilla chegou aos EUA pela primeira vez em 1956 no filme “Godzilla, o Rei dos Monstros“, uma americanização do original Gojira no qual novo roteiro e novas cenas, estreladas pelo ator canadense Raymond Burr como o repórter americano Steve Martin, foram acrescentados, criando-se um antecedente que seria feito anos mais tarde com duas produções da Saban Entertainment: “Power Rangers” e “Masked Rider“. Todos os filmes do Godzilla até 1998 foram gravados usando a tradicional técnica suitmation (manipuladores de bonecos com fantasia). Os bonecos são feitos de látex retardante de incêndio, o que evita queimaduras de seus manipuladores. Os dentes são feitos de madeira e resina. O manipulador pode ver através de buraquinhos no pescoço do boneco. Cabos e baterias são instalados nos bonecos para a movimentação do rosto. Fios de náilon usados por manipuladores assistentes movem o rabo. Os rugidos de Godzilla, sua marca registrada, foram feitos por Akira Ifukube tocando um contrabaixo com um objeto de borracha.

Godzilla “2014”

Este é o segundo filme sobre Godzilla feito por um estúdio estadunidense, sendo que o primeiro foi o filme de 1998 de mesmo nome. O filme reconta a origem do Godzilla nos dias atuais como uma “força terrível da natureza“. O filme é dirigido por Gareth Edwards e estrelado por Aaron Taylor-JohnsonElizabeth OlsenBryan CranstonJuliette BinocheDavid StrathairnSally Hawkins e Ken Watanabe.

Foi lançado em 16 de maio de 2014 nos formatos 2D3D. Esse filme possui uma sequência intitulada de “Godzilla 2” que era para ser lançado em 2018, mas foi adiado para 2019, e tem rumores que “Kong:Skull Island” e “Godzilla Vs. Kong” também sejam uma sequência de 2014.

De modo bem resumido, a trama do filme conta como Joe Brody (Bryan Cranston) criou o filho sozinho após a morte da esposa (Juliette Binoche) em um acidente na usina nuclear em que ambos trabalhavam, no Japão. Ele nunca aceitou a catástrofe e quinze anos depois continua remoendo o acontecido, tentando encontrar alguma explicação. Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson), agora adulto, é soldado do exército americano e precisa lutar desesperadamente para salvar a população mundial – e em especial sua família – do gigantesco, inabalável e incrivelmente assustador monstro Godzilla – que aparece para chutar o traseiro de uns M.U.T.O. (Massive Unidentified Terrestrial Organism, ou Organismo Terrestre Massivo Não-Identificado) e, de quebra, destruir umas cidades.

Fonte: Wikipedia

Procurem abrigo, pois o monstro já vai passar!

Detalhes da Peça

Embalagem: essa é, sem sombra de dúvida, a maior embalagem que já recebi via correio, só perde para as caixas do diorama “Fastball Special” da Halimaw (veja AQUI) e da Medusa da ARH Studios (veja AQUI). Com o tamanho aproximado de um frigobar, a emabalagem mantém o padrão Sideshow Collectibles: caixa de papelão, isopor e sacos plásticos envolvendo as peças. A arte da caixa remete a elementos, tanto japoneses – veja o arco ao fundo da parte frontal e o ideograma na lateral direita – quanto a elementos norte-americanos, como a ponte, edifícios e a esquadrilha de caças que avança em direção ao monstro. Na lateral esquerda ainda encontramos os dizeres “King of the Monsters!“, afinal, Godzilla realmente é o “Rei dos Monstros!“. Ainda batendo na mesma tecla do quão grande é a caixa, notem nessa primeira foto o tamanho dela em comparação com o estúdio que uso habitualmente para fotografar estátuas 1/4

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Escultura: O que seria Godzilla senão um Lagarto tamanho família, não acham ? Então prepare-se para muitas escamas, dobras de pele e as placas dorsais. Todos os elementos mencionados em nossa introdução, como a postura ereta e braços curtos de um T-Rex, as placas – muitas delas danificadas pela batalha – de um Estegossauro e a longa cauda – uma das minhas “birras” nessa peça – estão presentes. E por qual razão, em uma escultura que poderia ser cem por cento adequada a sua proposta, decidi encasquetar logo com a cauda?!  Como a peça vem em um único bloco, sem a necessidade de encaixes, acredita-se que tenha sido esculpida assim, mas… não! E o que a Sideshow fez aqui foi deixar duas emendas horrorosas nas junções da cauda – vocês poderão observar isso com clareza nas duas últimas fotos dessa sequência de imagens sobre a escultura. Tirando isso, rosto e pescoço são de grande bom gosto, com direito a pose clássica para seu famoso urro, muitos dentes e língua de fora. Mas essa cauda

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Pintura: aqui é aquele momento no qual você tem vontade de mandar o fabricante para aquele lugar… você paga USD 800,00 em uma peça e recebe uma estátua que parece só ter tido um pouco mais de atenção na pintura da cabeça… pois do pescoço para baixo, quanta decepção Sideshow! Tirando o sombreamento da face e o efeito de “molhado” da boca e dentes, nada mais na pintura desse monstro vai chamar sua atenção, exceto pela falta dela. Tons chapados, sombreamento inexistente e a ausência de sangue, sim, sangue… pois um bicho desse tamanho que luta e destrói cidades e outros monstros gigantes, precisava, ao menos, de alguns respingos de sangue em seu corpo… com essa pintura, parece que o Godzilla foi criado em um apartamento, por sua avó, a base de DanoninhoAnthony Mestas e Tim Gore, tomem cuidado, o Trump vai demitir vocês! Uma única palavra para definir essa pintura? Vergonha

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Articulações: A figura não possui articulações.

Acessórios: a figura não possui acessórios. Mais uma vez vou usar o espaço para comentar sobre a base, que lembra parte de uma ogiva nuclear – com direto a símbolo de radiação, como manda a etiqueta militar. Sobre os destroços de uma cidade devastada e com um enorme buraco para a cauda do Rei dos Monstros, temos uma composição que transmite muito bem a ideia do que seria ter esse pequeno ser cruzando seu caminho.

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Roupa/Vestimenta: bom, ele anda por aí peladão, não? E para piorar, acho que isso é o “saco” do Godzilla.

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Ano de Lançamento e Fabricante: 2.015, Sideshow Collectibles.

Quantidade de peças produzidas: a tiragem produzida é de 750 peças.

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Dimensões: 60,96 cm (H) x 50,80 cm (D) x 48,26 cm (P); 9,98 Kg.

Escala: Não há escala definida pelo fabricante mas, levando-se em conta que o monstro do filme tem aproximadamente 108 metros de altura, e a estátua tem 60,96 centímetros, teríamos então a escala de 1/1772!

Valor: o valor da peça em seu lançamento era de USD 799,99.

Video Review

Considerações Finais

Um clássico. Trazendo para dentro de nossas casas toda a ferocidade desse herói – ou seria anti-herói? Uma peça pesada no bolso e no expositor, que poderia ter recebido um pouco mais de atenção do fabricante e se tornado uma referência do personagem entre os colecionadores. Ainda assim, um ícone de grandeza singular que fará qualquer colecionador se alegrar em tê-loembora ande pensando seriamente em fazer uma nova pintura para dar o tratamento devido ao Rei dos Monstros!

Galeria de Imagens

 

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