Personagens

Alucard é o filho único de Drácula (e para os desavisados, nada mais é que uma brincadeira com o nome do seu pai, escrito de trás para frente – sendo seu nome verdadeiro Adrian Fahrenheit Tepes), sendo metade humano, metade vampiro (o que os estudiosos de vampiros chamam de Dhampyr – algo similar ao personagem Blade da Marvel Comics), resultado de um rápido relacionamento com uma humana mortal chamada Lisa. Fez sua primeira aparição no jogo para Nintendo 8 Bits (e ainda meu preferido da franquia), Castlevania III: Dracula’s Curse (traduzindo do inglês, A Maldição de Drácula), lançado em 1989 no Japão e em 1990 nos Estados Unidos. Posteriormente, fez aparições nos títulos: Aria of Sorrow (Gameboy Advance), Dawn of Sorrow (Nintendo DS), Judgment (Fliperamas e Nintendo Wii) e Legends (Gameboy), tendo sua maior aparição ocorrido em “Symphony of the Night” (“Sinfonia da Noite” na versão americana e “Noturno ao Luar” na versão japonesa) para Playstation em 1997, no qual novamenteseguimento a sua eterna cruzada contra seu progenitor, tentando vingar a morte de sua mãe Lisa por camponeses enfurecidos, os quais invadiram Castlevania e  a mataram, enquanto Drácula, nada fez para salvá-la, originando assim todo o ódio que ele carrega por Drácula.

Durante sua busca pelos gélidos corredores do castelo vivo conhecido como Castlevania, Alucard vem a encontrar uma antiga conhecida dos fãs da série, só que dessa vez, muito maisinteressante“. Maria Renard apareceu originalmente com 12 anos de idade em um jogo para o pouco conhecido console em terras tupiniquins, conhecido como Pc-Engine, no título Rondo of Blood (Rondó de Sangue – vale informar que Rondó é um estilo de dança o qual ficou muito famoso no período Barroco). Mas vamos a parte interessante e, por meio do enredo desse jogo, explicar como tão distintos destinos vieram a se cruzar

Em 1796, Richter Belmont desapareceu misteriosamente sob a luz da lua cheia. Maria imediatamente sai em busca de seu guardião e amigo, sem idéia de por onde iria iniciar a sua busca. Após um ano procurando sem sucesso, em 1797, o Castelo de Drácula reaparece mais uma vez, mostrando a Maria qual o caminho a ser seguido. Enquanto ela se dirigia ao Castelo de Drácula, totalmente fora de seu conhecimento, Alucard, o filho de Drácula, o qual tinha decidido entregar-se ao sono eterno após derrotar seu pai com um ancestral de Richter, Trevor Belmont (Ralph Belmont na versão japonesa), 300 anos antes, misteriosamente desperta de sua “soneca“. Imediatamente, Alucard dirige-se ao Castelo com o intuito de destruí-lo e impedir que seu pai, uma vez mais, reviva. Com seus destinos cruzados, por razões totalmente distintas, Maria e Alucard iriam se encontrar diversas vezes na busca incessante por seus objetivos. Maria fica surpresa ao encontrar outro “humano” no castelo, mas quando Alucard se apresenta por solicitação de Renard e explica quais suas intenções em Castlevania, Maria decide confiar nele e optam por seguir seus próprios caminhos separados. Maria acaba encontrando dificuldades em seu caminho pelo Castelo, uma vez que seu formato parece ser bem diferente desde a última vez que ela esteve nele.

Ao encontrar Alucard mais uma vez, ela pergunta a ele sobre o Castelo e, ele explica a ela que o Castlevania em si é uma Criatura fruto do Caos e que ele pode tomar diversas formas. Com isso em mente ela segue em sua busca. Posteriormente Maria vem a testemunhar uma luta entre Alucard e um Hipogrifo (uma besta mitológica que mescla partes de um Grifo e de um Cavalo) e ficou muito impressionada com a força a qual ele demonstrou durante a batalha. Senso assim, ela decide pedir a Alucard que a ajude na sua busca por Richter, ou que ao menos deixe-a saber se Alucard havia passado por ele em algum momento durante sua peregrinação pelo Castelo. Alucard concorda em ajudá-la, mas ela não gosta das revelações as quais o filho de Drácula faz sobre Richter, informando que o mesmo havia se aliado a Drácula e agora proclamava-se o Senhor desse Castelo. Maria ficou aliviada pelo fato de Richter ainda se encontrar no Castelo, embora não consiga acreditar no que Alucard lhe contara sobre ele, então parte em disparada para descobrir por si própria se tudo isso era realmente verdade e, em seu âmago, ela acreditava piamente que Richter estava sendo controlado por alguém – ou alguma coisa. Ela não estava confiante se suas habilidades eram suficientes para enfrentar e vencer Richter, sendo assim, decidiu testar as habilidades de Alucard para checar se ele estava a altura da tarefa. Alucard venceu Maria facilmente e ganhou dela a confiança para seguir na missão de salvar Richter. A única condição que Maria impôs foi a de que Alucard não ferisse o caçador de vampiros, embora ambos concordassem que Richter precisava ser impedido, sendo assim, Maria entrega a Alucard os “Holy Glasses” (ou “óculos sagrados“) que permitiam a Alucard poder enxergar através de ilusões malignas.

Alucard finalmente enfrenta Richter na torre do castelo, mas agora ele conseguia ver as misteriosas esferas que permitiam ao necromante Shaft controlar Richter e, no meio da batalha, ao destruir essas esferas, consegue libertar Richter do encanto. O filho de Drácula segue Shaft através de uma versão do Castlevania invertida (literalmente, de ponta-cabeça), para impedir que o necromante ressuscitasse Drácula, nesse meio tempo, Maria ajuda a Richterferido – a deixar o Castelo. Eles vão ao cume de uma montanha a uma distância segura do castelo e aguardam até que Alucard termine a sua tarefa. Conforme observam o castelo ruir após a vitória de Alucard, o dhampyr junta-se a eles nesse cume para desejar-lhes adeus. Ele informa a ambos que seu sangue é amaldiçoado e o mundo seria um lugar melhor se eles se livrassem dele, e parte de volta ao seu sono eterno. Essa decisão é inaceitável aos olhos de Maria, a qual desenvolveu uma forte atração – sei bem –  pelo vampiro e não consegue imaginar que o mesmo não faça parte de sua vida. Após Richter assegurar a Maria que estava bem, ela sai correndo atrás do meio-vampiro para convencê-lo a ficar

Detalhes da Peça

Embalagem: Acredito que não seja muito diferente do tipo de embalagem que encontramos em qualquer outra figura de PVC: Papelão e blisters internos “moldando” a figura para evitar que elas fiquemdançando” na caixa e, é claro, os tradicionais plásticos para proteger a pintura – embora isso não tenha ocorrido – em pontos estratégicos.  Na frente da embalagem é possível observarmos a figura por uma abertura selada com filme plástico mais rígido, além de uma ilustração dos dois personagens lançados, nos traços da artista Ayami Kojima (responsável por todo “character design” da série por bons anos, e que ajudou em muito na revitalização da franquia), além do logotipo original japonês do jogo. Nas laterais podemos ver novamente ilustrações baseadas na arte de Kojima, retratanto Alucard e Maria. Parte traseirasem grandes mistérios – trazendo mais algumas informações sobre as duas peças, além de informar que as mesmas formam um pequeno diorama. Simples e eficiente.

Escultura:  Devido ao tamanho diminuto das figuras, posso afirmar que a escultura está extremamente detalhada e bem-feita e que, apesar de antigas, superam em muito o acabamento das atuais figuras Bishoujo da Kotobukiya. Modeladas em semelhança aos personagens do jogoSymphony of the Night“, baseando-se nos traços de Ayami Kojima, o único ponto o qual acho “duvidoso” são os rostos, os quais ficaram muito “caricatos“, muito mais parecendo simples personagens de um “anime” qualquer, do que efetivamente os personagens desenhados por Kojima (e novamente creio que isso se deva ao tamanho da figura). A base da figura é bem simples (simulando um terreno com pedras e areia), porém cumpre bem seu papel de manter as figuras em com firmeza e montar o pequeno diorama.

Pintura: A pintura das peças é muito bem-executada se levarmos em conta a dimensão pequenina dos detalhes. Talvez a grande dúvida seja com relação ao terem adotado a coloração fosca ao invés de uma pintura com tons mais “brilhantes” (meramente uma questão de gosto pessoal). No mais, tirando as pequenas marcas de contato na pintura devido ao atrito entre algumas partes, diria que as mesmas estão perfeitas (uma “dica“, quando suas figuras ficarem “marcadas” assim, tente passar um lápis borracha, geralmente resolve).

Articulações: Não há (falamos aqui de estátuas) e, por sinal, quase não há rebarbas nas peças.

Acessórios: Não há acessórios (OK puritanos, consideremos a espada do Alucard e a Coruja – nada fotogênica – da Maria como acessórios).

Roupa/Vestimenta: Como diria o homem do baú, Silvio Santos, esse é o “carro chefe” destas peças – em grande parte, mérito da qualidade da escultura e pintura. A riqueza de detalhes traz a tona todas as nuances presentes nas vestes dos dois personagens em uma belíssima referência aos trajes usados no século XVIII (18… sempre tem alguém pra apanhar dos algarismos romanos). A pintura ao longo do vestido da Maria faz as vezes daquilo que seria uma parte rendada, com extrema delicadeza. O frisado do decote, as luvas, o sapato, as meias e cada um dos laços – seja do cabelo, das meias ou do próprio vestido – estão impecáveis. Já em Alucard, encontramos um contraponto mais sóbrio e sombrio, um perfeito contraste entre a luz e as trevas presentes nos dois personagens. Com uma espécie de “casacão” (pois não chega a ser um sobretudo), botas e todos os detalhes na cor dourada, nada mais temos do que uma réplica perfeita do uniforme estilizado por Ayami Kojima em 3 dimensões.

Ano de Lançamento e Fabricante: 2009, Konami.

Quantidade de peças produzidas: Não existe informação oficial sobre a quantidade de figuras produzidas, uma vez que elas eramprêmios” para uma espécie de arcade (pachislot) baseado na série, lançado apenas no Japão. Vale a menção que Alucard e Maria Renard fazem parte do segundo conjunto de personagens lançados (por isso do Vol.2 nas embalagens) nesse formato pela Konami, sendo os primeiros Simon Belmont e Chibi Maria (Maria Renard em uma versão criança/pré-adolescente) nos moldes que aparecem no jogo Castlevania Judgment.

Escala: 1/10 (aproximadamente 15cm de altura).

Valor: Atualmente você encontra (com muita sorte e persistência) a figura entre USD 50,00 e USD 200,00 (em sites de leilão on-line, dependendo muito do estado de conservação, etc.).

Onde Comprar: se alguém descobrir, me avise. Vale a dica dos sites de leilão mencionados no tópico anterior.

Considerações Finais:

Eu passei grande parte da minha adolescência sonhando com figuras baseadas na série. Quando a NECA em 2007 resolveu lançar as figuras (que se resumiram a uma única e extinta linha) um breve lampejo de esperança nasceu em mim – para morrer alguns meses depois. Um belo dia, navegando no Ebay na hora do almoço, me deparei com essas figuras e pensei, comprar, não comprar, comprei! Não me arrependo e não vendo por valor algum, são raras, itens de colecionador mesmo! Representam uma franquia adorada por muitos e talvez, o ápice da série. Se encontrar pra vender, não pense duas vezes, compre!

Galeria de Imagens

 

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